segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Bode expiatório do amor

A espera seja lá do que for...
A espera seja lá do que for...
À espera...
de mais dor...
Nos interconectamos somos organismos
meu espirro mata um chinês na China.
Meu catarro,
minha pereba ardente,
meu desespero retumbante
de me amar de fora para dentro.
Humanidade despedaçada em milhares
em infinitas
próprias verdades,
vazias de substância própria.
Infinita sobriedade.
Inquebrantável nobre verdade.
Dor.
Se quer inovar a dor
acredite nela
com fé
com louvor.
Inove a dor.
Perpetue-se nesse caminho labiríntico.
Perca-se nos veios vômitos...
Lambuze-se de loucura,
Escorra como lágrima
Tudo o que outrora teve.
E o que ainda não tem.
Tudo o que outrora fora.
E não mais o é.
Tudo o que é. Escorra, seja o amargor.
Sinta-se.
Agora nada chega a nascer para poder morrer.
O que vive morre.
AGORA.
O fim do que?
Há algo que se defina para que possa deixar de haver algo?
O bom relacionamento é não esperar.
Um momento incansavelmente inovador não tem segredo.
Seu segredo é não sê-lo.
A sua verdade é não deixar de vivê-lo.
Lembranças são pensamentos do agora. Existem só na nossa imaginação.
Não dualize.
Não personifique.
Não esteriotipe.
Nem arquetipize.
Temos algum controle dentro do caos.
É pouco, mas é muito.
Somos nós.
Cada um.
Cada um que tiver algum controle.
Ou que pense ter.
Amor.

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