domingo, 15 de novembro de 2009

Salve o matador!

Evapora o lodo pesado das vidas anteriores.
O sol queima.
Arde!
O alívio de matar um membro da nossa vida que tanto nos castigou.
A morte é um festival e o matator um herói.

lei da carne cármica

Uma pessoa morre.
Sua pele fica porosa e cinza.
Ninguém beijaria a bochecha do defunto se já não gostasse de presunto.
Na verdade os lábios frios e duros são feitos de uma carapaça de células mortas, escamas e poeira orgânica, ... Roxa de gangrena fica a carne quando estufa.
Vazia de alma, fria de vida, a ossadura agora são recifes num mar de parasitas comedores de tripas, andarilhos enfurnados em sulcos largos de rugas.
Que delícia! Diria aquele que morre de fome, quando visse sendo esquartejado um outro homem.
O abate é um dia de sorte.
É dia que se encerra a fila da morte.
Não se morre mais agora.
E agora?
.....
Através de ratoeiras perdemos os membros queridos das nossas vidas.
Entes que faziam parte da nossa busca egoísta de nosso mundo ilusório narcisista.

Devoro só a mim.
Degusto só a mim.
Só a mim conheço.
Só a mim exerço.
É em relação a mim que vivo.
O resto é fantasia reprimida
transformada em dia-a-dia
relegada à hipocrisia.

Eu me mereço
Não há outra lei.