No submundo dos crocodilos se encontram as melhores vaselinas.
Bocarras cheias de dentes liquidificam tudo o que sua mãe lhe ensinou.
Vigilantes, nunca dormem em serviço. Mais do que viver: estão à serviço de suas manias.
Ansiosos, engenhosos, rápidos, precisos.
Já se vê seus esqueletos automaticamente eretos batendo continência às cifras invisíveis.
Seus sorrisos são pelas mentiras de suas próprias vidas e por não terem outra opção mais hipócrita do que adorar o medíocre. Suposta humildade, glorificam e se encharcam de orgulho de serem melhores do que aqueles por eles mesmos considerados ridículos.
Tal submundo não é onde minha mãe imaginava onde eu ia parar.
Se soubesse nem me parido teria.
Ou não teria me ensinado só parte.
A outra parte, paterna, é o próprio submundo me castigando pela imaturidade e ingenuidade.
Um crocodilo me arranca a perna, a devora, ensanguentado, não faço nada além de prolongar-me em choque. A realidade é alucinante, voraz, feroz, selvagem, cruel, sem compaixão, mas profundamente real! Difamação é elogio, na boca de suntuosos escravos da auto-negação. A justiça, neste submundo, é um tapete bem puxado! Que aprendizado melhor senão o tempo perdido ouvindo palavras tão vazias?... A filosofia são fundilhos rasgados e uma cara deformada pelo choro, pena de si e pela inútil beleza que se aproxima amargamente do fim.
No mundo dos crocodilos, o melhor é o pior e o pior é o melhor. E a comissão é de 4%!
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Assinar:
Comentários (Atom)