Às vezes são justos os que ofendem e vaidosos os ofendidos.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
Em 8 de agosto de 2011...
Depois de um dia quieto e improdutivo, de ter me sentido um tanto inútil e desgraçado, não merecedor do amor e da beleza nem capaz de expressar-me, amar ou gozar a vida, agora, de repente, sinto uma onda de prazer; inexplicável, sem razão e consequencia sei lá de quê. Te amo, te quero, sou um arranha-céu na sua cidade, quero ser a palmeira real na sua selva e ser assim por séculos, quieto e vivo, vibrando bem-estar, e você é o mundo, o mar, os pássaros que em meus galhos pousam e das folhas secas fazem ninhos, te quero, vida pulsante, materializada numa mulher, expressa na particularidade da sua alma... Sou uma mudinha ou um projeto de desenho no papel...
Você é o sonho, ainda sonhado, no limiar entre o real e o onírico, prestes a evaporar cruelmente e me deixar no deserto da verdade incompreensível, do sofrimento eterno, ou prestes a mudar completamente a minha existência, na direção do sucesso, da realização, da plenitude, da possibilidade de todas as possibilidades. Você sou eu, de um jeito ou de outro. É a confirmação da minha verdade. É o ponteiro do meu sucesso ou fracasso. A resposta das minhas preces ou o castigo das minhas pragas. É relativa à minha relatividade. É a pauta das minhas notas, o tônus da minha estrutura, o norte da minha bússula, a terra úmida, fértil e deliciosa, onde quero pisar descalço, plantar toda a humanidade e me enterrar com o coração quente e feliz.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Simples Universal e Maluco
SIMPLES UNIVERSAL E MALUCO
Atenção! Atenção Todos! Senhoras e Senhores! Mendigos e Trabalhadores! Crianças e Cachorros!
Aqui somos todos iguais! Ninguém costura bolso na mortalha! E por isso vamos contar a história de Zé Carneiro, um sujeito muito arteiro que além de não ter dinheiro e viver na gandaia, de maracutaia e na maior farra, é uma história que nos mostra com clareza que ter a bufunfa cheia não serve a mesa: quem serve é a empregada!
Zé Carneiro está aqui entre nós, escondido! Pois embora ele seja real e até muito banal, é tímido e pensa que para se apresentar precisa estar bem vestido, saber falar, ser bom marido, sempre agradar, ter o dever cumprido (Ih, mas ele deve, e não é pouco!) E já está até rouco de tanto pedir emprestado, além do mais é um safado: sem nenhum receio levou minha mulher para um passeio no mês passado para chorar as mágoas da infância e eu, na minha santa ignorância, nem desconfiei! Ela voltou só ontem toda modificada e...
...E essa história eu sei! Não dorme mais deitada, cozinha com a cara amarrada e o Zé Carneiro passa o dia inteiro batendo de casa em casa atrás de quem ouça suas mágoas e – filho da …
...Já se escuta seu assobio faceiro, quem se aproxima é Zé Carneiro!
É isso aí pessoal, vamos para outras bandas que de manhã cedo o galo canta e se durante o dia não correr ligeiro de noite não tem janta!
Vamos, eu e meu parceiro atrás do tal do Zé Carneiro, que se passou por aqui, já foi! Veja que dentro do meu chapéu está a chance que caiu do céu de comer hoje ainda um feijão com arroz!