Vivo num mundo Azul onde tudo é belo. Faço; sou; respiro. As folhas falam comigo. Sou também bicho do mato, na caverna, no Psico!
Nado nas correntes de fumaça - bolhas de ar do céu intenso respiro. Meu orgulho é tanto, quase desesperado, eu saboreio cada grama do ar..
Vivo num Mundo Psicodélico.
Aqui estou. Não há aqui. Ali estive. Não houve ali. Do que restou em muito mais nada era do que aquilo que havia. Aquilo que havia jamais existiu.
Nado tranquilo,
Na minha força interna está o fogo!
Na força do vento em correntes é que me movo.
Nágua estou toda vida, água-fonte da vida física.
E dos minerais, das plantas me alimento, ervas que vieram da terra!
Algas que viraram florestas!
Vida Psicodélica!
Dos minerais dá água, o elemento terra.
Do movimento da terra, vigora o fogo.
Na maciês de seu fluir tranquilo, ar.
E na loucura, docura e frescor líquido da própria água!
Plácida e sábia. Dura e bem humorada. Ela é o seu próprio segredo.
Vida Psicodélica!
Do pomar macio, as maçãs fresquinhas.
Do frescor do mato, frutas silvestres e ervas daninhas.
No Ar. Pousados nas folhas. Insetos arquétipos de vida, pequenos robôs sozinhos.
Ar! Respiro.
Árvores têm os pés na terra.
Bebem do minério das águas. Ferro.
Fazem o melhor fogo. Âmbar!
Estalam. No frio, no escuro.
No calor translúcido da chama.
Ardem, as molécolas de lá, daquele evento, o vil incêndio.
A viril flâmula vermelha.
É sua vida, seu ser, seu isso, e seu aquilo.
É como for, é como quiser.
No encontro da próxima alteração física, é o que é.
No Respiro, a química transformadora constante da alma.
Ser é mover.
Flua gostoso, flua bem. Deslize a Vida.
Vida Psicodélica! Vida Psicodélica!
Qual um peixe, insano e direito.
Qual um boi, desconfiado.
Qual aquário, torpor colorido!
Capricórnio, erradicado.
Baleia, bicho perdido!
Raposa, belo achado!
Macaco Atropelado!
Chão partido.
Buraco.
Fim.
De um expirar.
Pé ante pé, sigo no pico!
Clico no passado ligado no canal do O Eu Me Divirto.
Notícias do Mundo Preocupações;
Pois ninguém vai ao fundo, porque nões.
Por que nões, por que sins? Tão maquiavélicos, tão Maniqueistas!
Fins do Mundo ou Mundo enfim? Cadê a notícia na revista?
O que eu ganho?
Preocupações!
Por que eu não deixo ser eu a dar a mim mesmo premiações?
Medo!
Meu medo!
De mim!
Rá!
Sou o Sol das Três da Madrugada!
Pé ante pé.
Sigo.
O que me dou? Eu sei.
Eu sei o Segredo.
Rá!
Sou o Sol das Três da Madrugada!
Sou o Sol das Três da Madrugada!
Num inspiro recém chegado!
Esfinge Sagrada!
Sou o Sol da Madrugada, Três vezes!
Rá!
Morri ou não morri?
Não sei. Não vi.
Não vi morte. Não vi vida.
Sequer existi.
Não vi o que não havia.
Não vejo o que não há.
Vi morte em tudo! Vi vida em tudo!
Em absolutamente tudo, sem excessões.
Vi a morte nascendo na vida que estava morrendo.
Sem cessar.
Vi as coisas coisando, dissolvendo-se em si mesmas,
atravessando a auto-transformação indo de si para si,
deixando de ser e vindo a ser. Esse é o nosso Estado Presente.
Deixando de ser e vindo a ser. O Estado Intermediário.
Virei pó,
Era pó.
E antes era apenas eu mesmo.
Entre o ser eu mesmo e o ser pó-eu-mesmo o transformar aconteceu. Tive um presente, vivi um momento. O que eu era, que não era pó nem mesmo eu?
O que tenho sido desde sempre, através do sempre, para o sempre?
Só uma transformação! O trânsido entre uma forma e outra, que jamais ficam, que nunca são.
Negarei o futuro, essa afirmação negativa do presente!
Negarei o passado, esse presente que dói pra passar. E não quer passar!
Pularei do muro no caso de dúvida: para o bem-vindo erro da experiência!
Provar do mesmo é ler sem entender.
A transformação não cessa, prisioneiro!
Não cessa!
Meu trato comigo, nesses momentos... únicos! Que é único!
Como o faço?
Ascendo uma vela! Para mim!
Louvai-me, Ser!
Seja eu também um Buda!
Cresça em mim a semente da consciência de Buda!
O Estado Divino!
Tenha eu a consciência búdica!
Seja eu minha realidade!
Na pureza da Felicidade!
Sem motivos!
Felcidade que não é causa ou conseqüência.
Pura Essência, energia pura, vácuo preciso.
Felicidade sou Eu, que sou o Agora, que Falo. Que Ouve. Que Lê. Que Está Consigo.
Presente! Este que sou, para mim!
Presente! Este que te digo ser tão bom!
Presente que te dou, de mim.
Agora! Só Agora! Só Agora Para Sempre! Para Sempre! Sempre! Só Agora!
Sem por quê!
Querendo sem querer,
mais do que por acaso.
O próprio Acaso!
É o Ser!
Sou o Sol das Três da Madrugada!
Estou no Topo da Roda da Vida quando os que já estiveram acima de mim estão agora abaixo, recebendo o bem que faço, bem que não me deram quando lá estiveram. Sempre há quem. Então estou sempre no Topo da Roda da Vida! De onde quero o bem delas, mostrando-lhes o uso do Poder.
Estou no Topo da Roda da Vida. Estou acima. E sou bom. Sou bom porque sou calmo e feliz. Tranqüilo, ninguém faz mal nenhum a ninguém. Sou bom e não me apego a riquezas materiais. Não vejo o corpo, sim, vejo, a expressão física do ser!, e a Alma, o Labirindo Pleno de Si.
Do Topo da Roda da Vida se vê lá embaixo, bem lá embaixo. Vê o mais pobre, o mais feio, o mais fraco. Vê o pior sofrimento com tranqüila acuidade. Vê o pior sofrimento sendo centro de luz jorrante de alivante alegria. Vê a Alegria Pura em si mesmo; sê o centro da luz que se despeja em raios. Luz Calma, Divina. Luz Santa. Águas Claras. Mão-Santa, Mão Boa. Ser Azul, tranqüilo. Feliz.
Diante do pior: Feliz!
Que se sabe a Felicidade!
Grande Segredo. De Todos.
Poucos sabem que possuem.
Muitos poucos o deixam de saber.
Pois o caminho à luz se apresenta sempre. Sem expressões físicas que a possam dizer.
Palavras, formas, formas de pensamento: qualquer obstrução está fora. Só há nessa mistura essência pura. Nessa unidade que nada mais é que o convívio. Nessa unidade não há problemas para nada.
Unidade nada mais é que o convívio.
Muitos! Na verdade, Todos! E a expressão de nenhum prevalece.
Todos existem. Todos são. Agem, comem. Ninguém sobra, ninguém tem fome, ninguém tem pressa.
No convívio pleno e saudável. É isso que se chama Convívio!
Não há outro. Só o convívio feliz é o convívio feliz.
Como poderia o convívio conflíctuo ser o convívio divino, se o convívio conflíctuo é o convívio conflíctuo e o convívio divino é o convívio divino?
Unidade Pura. Essência Calma. Ser Tranqüilo. Convívio Divino.
Onde todos são felizes, todos são felizes.
Todos podem ter a própria vida psicodélica.
Eu posso ser o Sol das Três da Madrugada.
Agora há!
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Sincero
Deve-se ser de todo sincero
Em todos os atos, na voz, no olhar.
O si deve ser de todo sincero
Sorrir,
sorrir de se orgulhar.
Orgulhe-se!
Olhe-se, veja-se!
Beba-se, leia-se!
Coma-se, viva-te!
O “ti” que vive em dúvida
E que tem disso certeza
Deve-se ser de todo sincero
Só saber ser sincero
Na velocidade do pensamento
Versus a do respirar
Sorrir, por dentro,
E se transbordar
Transborde-se!
Lambuze-se, seja-te!
Meta-te, queira-se!
Goza-te, livra-te!
O “ti” que não oscila
Que dentre ondas marenormes
Ereto em si se firma
Só posso falar coisas felizes
Mesmo que elas sejam tristes
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Máxima Schillingspringerpitanguiana 4
O humor não está em fatos engraçados. Está na realidade da vida.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Morre, João, morre, desgraçado!
1
2
João vai morrer. Por tudo o que ele fez. Vou matar João. Vou cortar ele da vida. Quem nem o facão corta o bambu, extirpá-lo da existência. Porque, a sua presença, mesmo longe daqui, cheira muito forte, atrapalha os pensamentos. Ele está me esganando, agorinha mesmo, de existir. Por poder estar rindo quando fala com um cumpadi. Ele não deve rir. Ele não pode rir. Se ele está rindo agora (isso que me arde!) eu não tenho como saber.
Então ele está rindo toda hora.
3
Vou juntar algumas coisas. Ver o que faço. Se lá eu vou, tem que tomar cuidado. Tem hora, tudo certinho. E eu não sei bem de algumas pessoas. Não dá pra dar mole.
Ele é safado, o cara. Então vou ter que ser mais safado do que ele... Vai ser quando eu ver aqueles olhos sequinhos de medo. Medo mesmo... Aí vai tá igual um animalzinho. Mansinho... Acuado, trêmulo, arregado... Mas nem ter imaginado eu ali. Não vai conseguir nem ganir de medo. Engasgar de medo.
Ciente de que vai perder a vida.
Vai ser aí que eu vingo.
4
Sonhei com onda gigante. Uns trinta metros pra cima de mim, era ela. Escurecendo já tipo umas seis da tarde, e a onda verde escuro, bem profundo.
Bem na minha frente, colossal. Interminável. Fatalidade.
Sair correndo ou enfrentar – inútil. Tremi. Tentar o que fosse não me tirava debaixo da explosão que ia ser. Ficar lá, parado, suicídio.
Fraquinho o corpo. Molinho.
Ali, eternamente pasmo.
Morto já, e vivo ainda.
Ai!
5
Ainda não sei bem como é que eu vou fazer, não consigo me concentrar direito. Não consigo me concentrar em nada. Só fico matando, matando, matando. E vou só ficar matando até matar ele de verdade.
Ai tudo vai mudar.
Eu mato aquele merda e acaba. Aí eu vou ficar em paz de novo. Vou fazer tudo o que eu quero. Aí vou realizar uns sonhos aí... Porra, porque como é que posso ficar tranqüilo pra fazer as minhas coisas com esses negócios desse cara? Como é que eu posso relaxar e ser feliz? Não dá, não dá. Não dá!
6
Não dá mais pra ficar enrolando, eu vou ter que fazer de qualquer jeito esse negócio, senão isso não sai é nunca. E porque não agüento mais essas paradas que estou pensando... Eu vou matar ele! E que se dane todo o resto! Vou até lá, pego a arma e encho aquela cara de bala. Aah! Eu preciso de uma arma. Preciso de uma arma... Isso já sei até onde arranjar. Falo com o Tuninho, falo que vou matar um cachorro doente e devolvo no outro dia. Aí o Tuninho nem liga. Já vi ele fazendo isso antes...
Deve estar cheio de sangue-ruim morto por aí.
E o Tuninho achando que é tudo cachorro doente.
7
Já fui lá hoje cedo no Tunim.
Tranqüilo.
“Bota no pacote que nego não encrenca”.
Botei.
Só agora me lembrei de umas coisas do João de antes de tudo acontecer. Ele era cabra-macho sim senhor, homem firme. Com ele não tinha jogo, ou era ou não era. Porra... a gente se divertiu as pampa. Filho da puta. Só ele fazia umas paradas que ninguém mais fazia. Pra curtir um perigo com alguém, tinha que ser com ele. Senão não tinha nem graça. Até quando a gente entrava bem era maneiro. O cara sabia se virar, falava com todo mundo, sabia sempre tudo que era necessário saber. Companheiraço, o cara. Teve até a vez que encheu um aí de porrada, porque o cara falou umas besteiras de mim. Puta!, como ele chutou a barriga do cara!... Aí depois tomamos umas cervejas! Não tem como esquecer essas coisas...
Mas à prova de bala ele não é.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Notas do pequeno empório da esbórnia de Ipanema 1.
As pessoas no ar, atordoadas, metafísicas, bêbadas. Num lugar muquifo, xilimbri, demônio. Onde ares sórdidos exalam de gestos insinuantes e de olhares hesitantes. Cheiro de tudo pode acontecer, dentro dos limites da decadência. Ambiente perverso, miscigenado, malcumbrado. Seres posudos, muito posudos demais. Uma exaltação da própria sensualidade, um circo no qual se mostram, e fazem, com o corpo, a fala e os gestos e com o jeito de olhar, o derradeiro show. Seres desesperados. Sexo.
*
Gente perdida. Corações confusos. Mentes difusas. Interesses sombrios. Sensações estranhas. Um lugar perfeito para rezar.
*
Ela sentou. Descruzou e cruzou as pernas três vezes, nervosa. Acendeu cigarro. Ambiente pútrido, gostoso. Marcou com pé o tempo, mas não sentia música. “Ali! Não, não era ninguém que...” Procura por cima de todas as cabeças a pessoa que não existe, ansiosa por sua chegada. “Ou um outro que...”
- Oi!... Qual seu nome?
- Vânia, encara forte e logo baixa os olhos.
- Eu vi você ali fora, agora aqui...
- É, eu tinha te visto também...
- Você é daqui? Não? Jeito lindo de falar... Parece...
Sem graça, faz que o som alto, “Quê?!”
No aperto das gentes se separam. Buscam o olhar do outro, mais gente passa e, na fresta, de propósito, não se vêem. Volta o espaço, ele hesita, passo à frente, senta, procura o seu olhar, sempre, disfarçado de quem não procura o seu olhar. A não ser que procurem juntos. E achem juntos. Força: Pergunta se bebe. O idiota não viu o copo óbvio ao lado, mas ela é boa:
- Depende do que.
Pede um vinho, ela franze, que o vinho bem baratinho.
- É o que mais gosto; docinho...
Não acontece nada.
*
Vânia desdenha pros lados, pro alto, pro som que não escuta. Ele quase a beija mil vezes, quase agarra, quase faz pra não deixar de fazer, por ser o que fazer. Quase. Esses impulsos, reprimidos, ela sente? Ou pulsa só nos próprios, nervosa de tanto estar só, com medo de não ser feliz. Ainda. Nunca. Sempre.
Não se fazem pessoas uma para a outra. Na boate ninguém serve para ninguém. E aí tudo vale. O álcool é o vale-transporte desta alucinação solitária.
- Mas... Você é daqui mesmo então?
*
Não se fazem mais pessoas uma para a outra. Na verdade, uma é para a outra. Qualquer.
Ninguém serve para ninguém. Todo mundo serve para todo mundo.
- Então... Você faz o que mesmo?
- Sou escritor. Alguns projetos...
Projeto é sempre só um projeto. Ela vê.
- Mas as paradas estão andando, várias coisas surgindo.
Só espera que ele pague a própria conta.
- Vânia, né?
*
Alegria, apesar de tudo. Um lugar onde todos perdem e ainda assim não cansam de comemorar. Todos à procura de algo melhor; pulsantes estão elas, porque o desejo, ele, atravessa as fronteiras do material: ele é infinito em sua busca pela felicidade.
Feios, bonitos. Uns gastam trezentos numa noite, outros não tem o que gastar nem tempo de pregar os botões que se soltaram nas noites de anteontem. Mas se encontram numa só conquista pessoal. Numa só confusão moral. Uma confusão que se alastra e identifica num lugar. Algo material. Local. Localizado em Ipanema, na rua que vai do Empório até a praia, nas areias onde maconham, vinham e cachaçam meninos e meninas de todas as línguas.
Rua da amargura perdida. Rua dos problemas que não existem mais. Rua do alívio possível. Das pernas de fora. Do bunda-lê-lê, do mergulho sem roupas nas ondas dos drinks. Às seis da manhã ninguém é alguém.
O esforço para se manter alguém perde o sentido. “Ser o que eu sou” se torna pesado.
*
Vânia enfim sentou sozinha numa mesa onde logo pessoas desconhecidas pediram licença para ocupar as cadeiras vazias. Feliz, por poder ter a companhia imaginária dos outros. Assistir a alegria em grupo como se fosse o dela. Rir das piadas sem rir da graça. Mas sua própria graça chamou Ariel. E quando Ariel notou em Vânia lábios carnudos de papel crepon onde não saíam palavras mas, carinho, do de cima; afeto, do de baixo; afago, do queixo às bochechas... só pôde continuar: Macia, doce, delicada. Eloqüênte em sua beleza; pulsante em seu decote, que exibia traços de uma maternidade latente, ainda invisível, promissora e confortável.
Via nela, escondida atrás de cada covinha, uma sensibilidade inocente, uma curiosidade picante, uma aprendiz caprichosa, uma fêmea completa, ríspida dos desejos, graciosa nos trejeitos, confusa nos anseios, entregue, firme, teimosa, louca, solta, vítima, coitada, mas culpada. Viu assim, tão inteiramente, Vânia, e Vânia viu nos olhos dele a si mesma, pois era o que refletia Ariel: seus pensamentos eram ela, e só ela, sem nem opinião ou julgamento: só via, descorria, notava, vagava. Ela estava lá, em seus olhos, toda. Ele era ela, por esquecer-se de si. Ambos eram um: ela. Sua entrega, a de Ariel, deveu-se a inconsciente entrega de Vânia que, antes de notá-lo notando-a, deixara-se inteira ao ar, para o ar respirá-la.
À entrega de Ariel, Vânia (agora consciente e com opção de bloquar-se), entregou-se ainda mais, pois que valor há no Homem, maior e mais belo, que deixar-se ao léu, solto, nú, vulnerável e contente?
A entrega de um dava forças irrefreáveis à entrega do outro. Ciclicamente. A tração deste momento raro, o funcionamento orgânico, fez-se culminar. Atrairam-se como pólos opostos em altíssima freqüência magnética. Não à toa beijaram-se surpresos por beijarem-se. Não à toa livraram-se tesos da sucção, mal se olharam (cada um a si mesmo nos olhos do outro) trancaram-se de novo, atracaram-se na necessidade última de serem a si mesmos. Em um só corpo. De terem no plano material grosseiro a prova fácil do que sentiam.
Ninguém se contenta em só beijar. Lá se foram. Perdidos em si mesmos, rolaram o universo escuro e estrelado nos momentos incontáveis, e desprendidos de tudo o mais. Ou melhor: de tudo e mais: os dois mundos numa orgia cultural davam-se em exagero acelerado, gastavam-se, varriam-se, desatomizavam-se...! tudo era posto pra fora. Tudo era absorvido. Nada faltou, nada sobrou.
Em um só beijo. Ninguém se contenta em só beijar. Ninguém se contenta - antes – em só olhar – nos olhos e perceber a pessoa –; antes, em saber a pessoa, intuí-la, sê-la, sem, contudo, definí-la (e assim), limitar-se. Ninguém precisa ficar preso em si. Mas ninguém (salvo raros) consegue deixar de necessitar o objeto. E ver-se assim. E depender disso. Um leve lapso é perder-se e diluir. No todo. Em Ariel, como com Vânia. Um leve lapso e já não se é mais o mesmo. Nunca mais.
Embora dificilmente você vá se lembrar do porque de tudo isso, e arduamente você sofrerá em busca daquilo novamente, como o cego que viu – de repente – e – de repente – deixou de ver. Como o mendigo que olhou em suas mãos o maço de notas, piscou, e não tornou a vê-las, permanecendo até a morte naquele lugar, naquenas roupas, louco de superstições e medos, “aquele maço estava aqui!” Embora dificilmente você vá se lembrar do porque de tudo isso, e arduamente você sofrerá em busca daquilo novamente, pouco fará sentido. Um leve lapso: tudo é sentido. Um instante: não há magia. Por que mais isto? Vânia quer saber. Mas de que adianta? Já não sabe mesmo. Um lapso para o infinito; para voltar no vago, no perdido. O beijo é seco, a vontade peca. A consciência dói de existir. Mata o instante. Sair de si, ir além; voltar a si e encontrar o vazio. Porque as coisas são assim: vazias de existência própria. Procurá-las? Sofrer? Viva a burrice coletiva que são calmos os eqüinos. Não são felizes nem infelizes. Contentam-se, humildes. Relincham de contentidão: a liberdade para vagar um mundo largo, pé ante pé, ligeiros em querer ser devagar. Cada mastigada é um dia inteiro. Cada dia inteiro uma vida. Cada vida, uma dádiva. Ah! Quem dera nós humanos pudéssemos lembrar de sermos organismos. De sermos apenas isso: vivos. E vivos ou mortos: vivos. Vivos em mortes, curtindo a dádiva eterna de cada etapa da inspiração, para poder, depois, expirar felizes, sacudir os braços, cantar aos céus, voar delírios e estar presente. A Vânia vê em si Vânia – e por isso sofre.
*
Notas do pequeno empório da esbórnia de Ipanema 2.
Empório é um bar tradicional. Em nada difere de qualquer outro bar tradicional. As pessoas se produzem para vir aqui. Especialmente eu. Não apenas roupa da moda: tem que ter estilo próprio; então, em casa, as pessoas se produzem cuidadosamente. Fazem artes plásticas e, por isso, posso dizer, são artistas. Claro que, por uma questão de (mal) gosto (que não se discute), não vou discutir internamente sobre quando vejo pessoas, digo, artistas, ruins. Nunca nos livramos deles – pra bem!, pois que dão-nos certeza de sermos bons.Nos anos 20 e 30 inundavam-se os bares de uma atmosfera esfumaçada e (mas) empolgante. Havia algo crescente e com tom de “sem limites para crescer” fazendo com que freqüentadores (novos) desse mundo nunca mais o abandonassem. E se os velhos amigos não embarcassem , relegariam-se ao passado e te perderiam, pois você, ávido desse colosso existencial (dentro de um bar) lá faria novos amigos. Superficiais, talvez. Vagos. Inconstantes, certamente. (Uma família italiana em eterna festa). Mas o que há de comum e bom desses lugares e dessas pessoas, para quem faz negócios no mundo da arte, perfeitamente: é encontrar outros negociantes embebedados desse poderoso licor do topa tudo por dinheiro e arte. “Sucesso”, brilha em seus olhos. Espertos, sempre atentos ao encontro casual e esperado, com alguma alma gêmea do show-bussiness.
Assim, tudo isso, é o Empório. Igual aos bares dos anos 20 e 30 do blues e do jazz. Nada mudou. Ou é você que não percebe. Alienado demais ou imerso demais nesse aquário-de-diversões, onde, afinal, noventa por cento dos peixes só ali nadam por diversão e nada mais. Embora quem mesmo de divirta somos nós, os show-bussiness-men. Ganhamos a noite sempre. Na verdade, a noite somos nós.
*
Negociadores sabem de seu papel, e seu papel não difere do de Deus. Criar um universo completo para almas perdidas (se perderem ainda mais, sem a sensação de estarem perdidas). Elaborar meios para que homens e mulheres sintam-se, em suas vidas, só completos, porque há o bar, há a noite – e nela, música, astros, glamour, drogas e sexo. Eis o novo mundo. Eis-nos, os criadores. Para que se necessite de um bar noturno são usadas artimanhas psicológicas básicas, tais como a presença – no mesmo ambiente – de valores bem altos e de valores bem baixos (incluindo, obvia e necessariamente os tabus). Os tabus. Os tabus não são, na verdade, tabus. Eles são exaustivamente explorados por toda a mídia e a publicidade durante cada uma das 24 horas do dia – e – e: fazem parte da cartilha publicitária em toda sua absoluta extenção. Falo em tom de denúncia para os burros. Para os fãs, os aliados, os queridinhos (Estados Unidos) da América, os bons samaritanos, puritanos, nerds e eruditos. E para os que não sabem dançar.
Sou canastrão, por isso preciso de um disfarce. Uma razão para ter o que ser. Porque senão, não tenho que ser. E aí perco de vista o... a... Algo. Que nunca saberei o que é. Não sei o que é fazendo alguma coisa (e imerso num aquário pessoal) ou deixando de fazer alguma coisa. Nunca sei, nunca saberei. Ou melhor: fazendo alguma coisa (e distraído com as bolhinhas que faço dentro deste aquário) não me importo (ou me importo menos) com o... a... Algo. E ainda assim – e por isso – sinto-o perto. Encostando em mim toda hora. Sacaneando-me, por saber – o Algo (o Algo é algo que sabe de alguma coisa?) – que bastando querer tomá-lo para mim, é capaz de desaparecer por inteiro – deixar-me no vão, frustrado, prostrado, interrupto, gago, pequeno.
Pequenas manias fazem o homem inteiro. Por isso escolhi (sem saber que escolhia) um lugar. Uma bebida. Um jeito de dançar. Um jeito de olhar. Um jeito de não responder perguntas. Um de preencher a minha vida. Quando isso percebi, entendi que podia morrer. Era feliz.
*
Vi-me, pela primera vez, artista. Vi-me, pela primeira vez. Artista. O que é a arte, senão festejar-se?
*
Onde estás!?, que não aparece?! Sinto-te(u) olhar! Sinto-te vindo, sinto-te linda (será?). Gabo-me, claro; cadê-te, ao meu redor? Ver-te, dói? Venha! Saia! Tire de seus ombros o peso de tanta culpa! Curta! Curta a vida, que há muito a curtir (tudo), assim fazendo-a longa. Curta a vida curta. Junte-se a si mesmo(a) – esprema e cuspa a culpa. Sacuda seus ombros, embale. Saia de onde está, e vá, vá! Vá para nenhum lugar. Preencha-se, entupa-se, mate-se, de tanto eu, esse eu, que não sou eu, que não é você, que nunca é. Quem sou eu? Há! Há! Há! Uma piada. Contada, sempre; sempre recontada. Cada instante é nova, nova graça. Quem é você!?!?!! Ninguém!!!!!!!! Somos iguais! AAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!! – AAA – Há!, Há!, há, há!!!
Até a próxima. Graça.
Momento de curtição. Experiências. São sempre conscientes. Sempre eternas. Sempre presentes. Por isso, únicas.
Eu sou um homem de negócios. Cheio de negócios. Negócios à toda hora. Negócios pendurados por todos os lados. Negócios quando vou dormir, e quando durmo. Tenho negócios quando vou ao banheiro e quando frito ovos. Transformá-los – os negócios – em negócios é, para quem só pensa em negócios. Uma virtude digna dos que sabem fazer negócios à toda hora, com tudo, por tudo. Negócio mesmo é saber fazer negócio. É fazer do “fazer negócio” o seu maravilhoso ócio. Sair do ócio do fundo da lama e ir para o ócio do alto dos céus. Você – se já é experimentado – provavelmente já fazia negócios mesmo no fundo da lama. Só que sem saber. Agora, consciente, ganha dinheiro. Ganha virtude. Ganha certeza. Ganha a si, e se domina. Ganha qualquer mina. Pois sabe se negociar. Não é como o velho perdedor,... sem sapatos. É. É ótimo.
*
O homem que se domina faz o seu mundo. O homem que se adora faz do mundo sua criação constante.
*
Da mania das pequenas manias fiz-me um. Com o mundo. Fiz-me todo. Começou no... talvez no Empório (?). Já não sei. Enxergo-me tal que não era assim que via-me. Via-me? Julgava-me! Vejo-me? Absolvo-me.
No Empório ou em algum trecho do caminho (sendo o empório, é claro, apenas parte – agora presente – do caminho) perdi-me da culpa, perdi-me do eu. “Eu” sou culpa. Eu era culpa. Tirei-a, pesada, dos ombros e (é tão fácil falar disso agora) dancei no ritmo do Universo.
Mania – agora – de dizer. É o alívio [poder desabafar (caso encerrado)]? É o sarcasmo? Ou auto-ajuda? [Para quem? (Eu é que não)]. Afirmação para poder dizer... para poder saber... Sei lá!... sei lá... o que é...
Sei lá! Não sei, não quero saber. Tenho pena de quem sabe. Porque eu não tenho mais paciência para isso. Bastam-me minhas pequenas manias.
*
Deus! Num mundo onde todos são escravos. Da minha imaginação e da minha virtude. Escravos submetidos ao meu humor (se sempre bom), à minha paciência, ao meu estilo. (Se sem bom humor, sem paciência e sem estilo, não sou Deus de nada).
Escravos de um estilo. Quem impõe? O Grande Show-Bussiness-Man. O canastrão faz a sua graça. Sacode o mundo com os ombros. Dando-lhe, de ombros. Ensinando-lhe isto. Ensinando-lhe nada. Em tudo. Eis tudo.
Tudo há, tudo existe. Nada há, nada existe. Eis tudo. E eu não disse nada. Eis na minha manga, a carta. A graça. Constante, pulsante, ritmada. Feliz (se) domesticada. Compreendida. Solta – é o seu natural. Seu necessário – seu impossível – sem saber o que significa, sem saber melhor do que isto (?).
De quantas formas vou ter que explicar (porque escrever é auto-explicação para mim mesmo.)? Todas. Sempre. Nenhuma. Nunca. Todas, nunca. Nenhuma, sempre. E não há o que ser, havendo o que.
*
Domínio de público. Deus. É ser todos.
É estar em suas mentes. É não ter a própria mente.
Ter todas e ser próprio.
O Grande Artista.
E sua grande arte.
*
Notas do pequeno empório da esbórnia de Ipanema 3.
Eu detesto falar alto. O barulho que permito disputar com minha voz é o do mar. Você está além desse lugar. Você espera esse lugar acabar, calmamente.
Não negarei o meu ser. Se hoje estou mais fraco é porque hoje é para eu estar mais fraco. E sei que posso, com certeza, nisso ver a vida melhor: porque é outra visão. É outro “ser”. Sou outro ser e ai de mim se tentar definí-lo: matarei-me e ao momento.
E sendo mais fraco, percebo minha virtude – onde ela está. É na sua ausência (da virtude) que acordo para a sua (ainda, da virtude) presença.
Você me entende, mas isso é tão sutil que não (me) entende. Fico tão só. Na minha loucura particular. Querendo respirar.
Na loucura paranóica de achar coisas como tal. De achar que não existe compreensão. Existe sim. Você viu. Eu vi. Na alma. É tão sutil que, certamente, transpor em palavras é bem difícil. Mas a compreensão da alma garante um segundo olhar. E assim ganhamos força para esperar o tempo passar. E saber que a hora certa as vezes demora. E que quando vier, pode ser certa para mim, mas não ainda para você. E pior: pode ser certa para mim e para outro alguém. Ou para você e não para mim. Ou para você e alguém. E não eu.
Quem tiver paciência saberá encarar a realidade. Seja, deus, o que for. Saberá. E estará (desde agora) bem.!
Eu tento fazer com que as cosias dêem certo. É o que eu faço. Trabalho pelo sucesso de todos. De quem estiver à minha frente e ao meu alcance. O sucesso dos outros depende, primeiro, de mim, que sou quem vai colocá-los no lugar certo e na hora certa. Depois, depende da pessoa que precisa ser esperta para perceber a oportunidade que dou. Ser talentosa é algo com que não precisa se preocupar. Se eu escolhi é porque já é. Depois, novamente, depende de mim. Da total confiança que em mim depositará. Da entrega. Entregar-se, significa não esperar nada. Se houver resquício de impaciência ou ansiedade, esse resquício poderá ruir o castelo e fazer desmoronar os planos mais bem intencionados que se pode ter. Aí não adianta nada.
Por isso é bom avisar: nem todo dia é dia. Esse trecho deve ser o pior de todos. Tem dias que não estou bom. Mas é preciso registrar isso. É preciso viver isso. É preciso viver tudo. Tudo o que vivo. Tem dias que é melhor nem sair de casa. Não falar com ninguém. Não dizer nada. Nesses dias é preciso descobrir o que é melhor de se fazer. Que insistir (nesses dias em que não é para nada acontecer e nos quais nada dará certo) em fazer o que faço normalmente é sempre uma furada. Dá tudo errado. Nada funciona. E assim vai. Digo, não vai. Não vai e assim vai da maneira que tem que ser.
Creio que deixar de ter forças, num dia como o de hoje, por exemplo, é descançar para poder ter forças novamente para os próximos dias. É preciso respeitar isso. É preciso saber sentir. E relaxar. “Foda-se!”, virar pro lado e dormir mais cedo hoje. Se tudo pode, se sou livre, se nada devo e à ninguém temo, o que que tem abandonar o Empório? Deixar as pessoas dançarem e beberem sem mim, hoje, e quantas outras vezes, enquanto eu vou estar curtindo um sono gostoso?
Sei como é difícil virar a cara para a esbórnia. Ainda mais ali, logo ali em Ipanema. Num aconchego, num lugar pequeno. Logo eu, o próprio pequeno ser, organismo vivo, bactéria, lactobacilo de uma grande teta. Sugada pelas piores bocas. Enfurecidas. Sexo.
Mas é só um dia.
Só hoje.
Aí me lembro de como mastigam os eqüinos,
E aí...
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
O Objetivo do Caminho
Não há Objetivo do Caminho
Não há
Não há " Não há"
Então Qual é o Objetivo do Caminho?, se nada Há
Se Nada há, então há algo
O vai-e-vem, a Dualidade.
O Objetivo do Caminho é uma Regra Furada
Uma bola vazia
Vacuidade.
No que há nada, Há!
No que Há, nada há
Vazio, Constante
O vai-e-vem do Ritmo do Universo
Não há Objetivo do Caminho
O Caminho É Livre!
É o que É
É O Momento Presente!
Então Qual é o Objetivo do Caminho?, se há O Presente
Se O Presente há, então há Algo
Algo é Alguma Coisa
Que você escolherá.
DUO TRANSFORMO EM UNO
No vai-e-vem, há Dualidade.
A Unidade você é quem faz.
A Costura é pelo Meio
No Momento Presente
Nesse Caminho do Instante.
Do "tudo que há, há Bem Agora",
Onipresença.
Onipresença
No Momento Presente.
Oniciência
No Tudo, sou Tudo
Presente, Presente!
Tudo é Presente,
E É Consciência.
Tenho Consciência do Momento Presente
Se Tudo é Presente,
Tenho Tudo.
Consciente.
Tudo!
Tudo!
ESTOU NO TOPO DA RODA DA VIDA
O vai-e-vem, a Dualidade.
Agora eu escolho, vai ser como eu quero
mostro pros outros a minha Boa Verdade
Que vivo;
Que Suo;
Que vivo;
Que Gosto!
SUAVE...
ESTOU NO TOPO DA RODA DA VIDA
O vai-e-vem do Ritmo do Universo
Vazio, Constante
Uma Bola Vazia, Uma Regra Furada
Vacuidade no que Há.
Suo, Gozo!
Vivo, Gosto!
VIVA A MORTE
Suave!
Não desconcentre!
Goste da Morte
Não desconcentre!
Aprecie o Momento
Não desconcentre!!
Tenha Eterno o Presente.
Não desconcentre.
Concentre, Força!
No Vazio, não há Objetivo
A Força não Força,
Esforço é Contente.
Concentre no Constante.
Aprecie o Momento.
Se dê de Presente!
Te dê de Presente!
VIVA O PRESENTE!
SUAVE...
Tenha Ciência!
Com o Presente.
Consciência
do Eterno Presente.
Suavemente!
O Caminho do Objetivo
É Algo.
Algo que você escolhe
Algo pode ser qualquer coisa.
Você escolhe o Presente
Através da meditação
Mas não precisamos de um caminho do objetivo
Se o Objetivo é Presente.
Posso dar O FIM
Pois Tudo é Constante
O FIM não demora
Flui com o ar
Flui com a vida
Na constância de Constar.
É o Infinito,
Um Exercício Constante!
Na constância do Constar,
Consto que
Na constâcia do Constar
O FIM não demora.
Flui com a vida,
Flui com o ar.
Em Sua Respiração Profunda
Parei de Respirar Tão Rápido
Parei de Desejar.
Parei de Respirar Tão Carne
Parei de Comer carne
Parei de Desejar.
Tão Macia.
Prazeirosa.
O Prazer intenso
Em Resistir
Do Gostar
E Tanto Gostar!
Ai, que Gostoso!
É o viver!
O FIM não demora.
Pode ter Calma.
A Calma é Contínua
Onde Tudo está.
A Calma é Presente.
O Tudo é Presente.
E não vai demorar.
Pode ter Calma.
A Calma em Tudo Está!
A Calma não se move em seu movimento.
Como um mar tranquilo.
Como um Ser completamente relaxado,
Quieto,
Que vive em sua potência máxima.
O Presente é a Calma
A Paz é Constante
Ser Calmo é ter Paz, é estar Presente!
PRESENTE!
O Objetivo do Caminho é
não ter um Caminho para o Objetivo!
Não há
Não há " Não há"
Então Qual é o Objetivo do Caminho?, se nada Há
Se Nada há, então há algo
O vai-e-vem, a Dualidade.
O Objetivo do Caminho é uma Regra Furada
Uma bola vazia
Vacuidade.
No que há nada, Há!
No que Há, nada há
Vazio, Constante
O vai-e-vem do Ritmo do Universo
Não há Objetivo do Caminho
O Caminho É Livre!
É o que É
É O Momento Presente!
Então Qual é o Objetivo do Caminho?, se há O Presente
Se O Presente há, então há Algo
Algo é Alguma Coisa
Que você escolherá.
DUO TRANSFORMO EM UNO
No vai-e-vem, há Dualidade.
A Unidade você é quem faz.
A Costura é pelo Meio
No Momento Presente
Nesse Caminho do Instante.
Do "tudo que há, há Bem Agora",
Onipresença.
Onipresença
No Momento Presente.
Oniciência
No Tudo, sou Tudo
Presente, Presente!
Tudo é Presente,
E É Consciência.
Tenho Consciência do Momento Presente
Se Tudo é Presente,
Tenho Tudo.
Consciente.
Tudo!
Tudo!
ESTOU NO TOPO DA RODA DA VIDA
O vai-e-vem, a Dualidade.
Agora eu escolho, vai ser como eu quero
mostro pros outros a minha Boa Verdade
Que vivo;
Que Suo;
Que vivo;
Que Gosto!
SUAVE...
ESTOU NO TOPO DA RODA DA VIDA
O vai-e-vem do Ritmo do Universo
Vazio, Constante
Uma Bola Vazia, Uma Regra Furada
Vacuidade no que Há.
Suo, Gozo!
Vivo, Gosto!
VIVA A MORTE
Suave!
Não desconcentre!
Goste da Morte
Não desconcentre!
Aprecie o Momento
Não desconcentre!!
Tenha Eterno o Presente.
Não desconcentre.
Concentre, Força!
No Vazio, não há Objetivo
A Força não Força,
Esforço é Contente.
Concentre no Constante.
Aprecie o Momento.
Se dê de Presente!
Te dê de Presente!
VIVA O PRESENTE!
SUAVE...
Tenha Ciência!
Com o Presente.
Consciência
do Eterno Presente.
Suavemente!
O Caminho do Objetivo
É Algo.
Algo que você escolhe
Algo pode ser qualquer coisa.
Você escolhe o Presente
Através da meditação
Mas não precisamos de um caminho do objetivo
Se o Objetivo é Presente.
Posso dar O FIM
Pois Tudo é Constante
O FIM não demora
Flui com o ar
Flui com a vida
Na constância de Constar.
É o Infinito,
Um Exercício Constante!
Na constância do Constar,
Consto que
Na constâcia do Constar
O FIM não demora.
Flui com a vida,
Flui com o ar.
Em Sua Respiração Profunda
Parei de Respirar Tão Rápido
Parei de Desejar.
Parei de Respirar Tão Carne
Parei de Comer carne
Parei de Desejar.
Tão Macia.
Prazeirosa.
O Prazer intenso
Em Resistir
Do Gostar
E Tanto Gostar!
Ai, que Gostoso!
É o viver!
O FIM não demora.
Pode ter Calma.
A Calma é Contínua
Onde Tudo está.
A Calma é Presente.
O Tudo é Presente.
E não vai demorar.
Pode ter Calma.
A Calma em Tudo Está!
A Calma não se move em seu movimento.
Como um mar tranquilo.
Como um Ser completamente relaxado,
Quieto,
Que vive em sua potência máxima.
O Presente é a Calma
A Paz é Constante
Ser Calmo é ter Paz, é estar Presente!
PRESENTE!
O Objetivo do Caminho é
não ter um Caminho para o Objetivo!
Assinar:
Comentários (Atom)