domingo, 10 de abril de 2011

Você?

Passos molhados, chão de poças, gotas grossas chuviscam desagradáveis, ando rápido, o rosto contorcido e virado para baixo. Prostrado.

O frio áspero chicoteia-me as vísceras que escorrem pelas ruas elétricas escorregam e perdem energia, morrem.

Rodeio cansativo vilas de marasmo, escuro, vejo cinzas onde moram esquecidos lugares vazios, personalidades perdidas, vãs e fantasiadas da falsa realidade.

Cidade macabra não existe na vida de ninguém nessas pedras paredes escadas.

É o própria estigma.

Sempre haverá o que se fazer por dinheiro, assim como muitos para fazer direitinho.
Se não por isto, então não mais o quê do porquê. Então não há mais nada, além do dinheiro.

Vê televisão.

Mas continuam passos sobem ladeiras afina a sola do sapato pelos dias contínuos de todos os dias, respira rítmico, marcha, atravessa o cemitério urbano, vivo e morto, mortos e vivos pendurados no cabide do armário esperam ser escolhidos para amar e serem amados, desgastam-se na esperança cega de coisa nenhuma, vivem de alma triste, presos na lama da malandragem, complacentes, ignorantes, frágeis, se escondem de si e dos outros, sua existência pensam ser para nada.

De quem estamos falando?