Eu
confio em você. Mas também não sou detentor da sua liberdade nem
juiz dos seus atos. Isso é importante para todos nós. Alguns se
sentem atingidos com o que outras pessoas fazem de suas próprias
vidas em sua particularidade. Associar o fardo de seu próprio
destino às escolhas alheias é de um ego monstruosamente fraco e
dependente. Mais do que nunca eu tenho me observado, como um ator que
se limpa do personagem recém interpretado, antes de incorporar
outro, com o intuito de identificar e eliminar em mim traços e
tendências de dependência e aumentar minha resistência à solidão,
revertendo toda esta energia em ações criativas. A "preocupação"
que se tem com os outros (tirando o sentido de desejar o bem e o de
amar) é mais uma vigilância do que tudo. Vigiar para certificar-se
que o universo de nossas ilusões permanece de acordo com a
capacidade de suportar a insatisfação interior. Penso que a
verdadeira felicidade não é resultado de algo. Todas as descidas e
subidas emocionais são como o cobertor curto, que hora cobre os pés,
deixando os ombros de fora, hora cobre os ombros, deixando sobrar os
pés: um mecanismo exaustivo, inquieto, incapaz de fazer para o
tempo, relaxar e sentir a vida. Assim são as oscilações
emocionais, movidas à expectativa e decepção, acorrentadas em toda
uma relatividade de fatos instáveis, imprevisíveis ou
impermanentes, insistentes numa ilusão de bem-estar. O mundo pode
ruir. Quem quiser segurar algo que não quer perder ou segurar-se em
algo para não se perder, por esse algo será tragado. Se de tudo se
soltar, pelo menos sem com o que se preocupar, ainda assim tragado
também será. O que resta, quando todas as coisas são destruídas
de qualquer maneira? O amor durante...
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Bode expiatório do amor
A espera seja lá do que for...
A espera seja lá do que for...
À espera...
de mais dor...
Nos interconectamos somos organismos
meu espirro mata um chinês na China.
Meu catarro,
minha pereba ardente,
meu desespero retumbante
de me amar de fora para dentro.
Humanidade despedaçada em milhares
em infinitas
próprias verdades,
vazias de substância própria.
A espera seja lá do que for...
À espera...
de mais dor...
Nos interconectamos somos organismos
meu espirro mata um chinês na China.
Meu catarro,
minha pereba ardente,
meu desespero retumbante
de me amar de fora para dentro.
Humanidade despedaçada em milhares
em infinitas
próprias verdades,
vazias de substância própria.
Infinita sobriedade.
Inquebrantável nobre verdade.
Dor.
Se quer inovar a dor
acredite nela
com fé
com louvor.
Inove a dor.
Inquebrantável nobre verdade.
Dor.
Se quer inovar a dor
acredite nela
com fé
com louvor.
Inove a dor.
Perpetue-se nesse caminho labiríntico.
Perca-se nos veios vômitos...
Lambuze-se de loucura,
Escorra como lágrima
Tudo o que outrora teve.
Perca-se nos veios vômitos...
Lambuze-se de loucura,
Escorra como lágrima
Tudo o que outrora teve.
E o que ainda não tem.
Tudo o que outrora fora.
Tudo o que outrora fora.
E não mais o é.
Tudo o que é. Escorra, seja o amargor.
Sinta-se.
Sinta-se.
Agora nada chega a nascer para poder morrer.
O que vive morre.
AGORA.
O que vive morre.
AGORA.
O fim do que?
Há algo que se defina para que possa deixar de haver algo?
Há algo que se defina para que possa deixar de haver algo?
O bom relacionamento é não esperar.
Um momento incansavelmente inovador não tem segredo.
Seu segredo é não sê-lo.
A sua verdade é não deixar de vivê-lo.
Lembranças são pensamentos do agora. Existem só na nossa imaginação.
Um momento incansavelmente inovador não tem segredo.
Seu segredo é não sê-lo.
A sua verdade é não deixar de vivê-lo.
Lembranças são pensamentos do agora. Existem só na nossa imaginação.
Não dualize.
Não personifique.
Não personifique.
Não esteriotipe.
Nem arquetipize.
Nem arquetipize.
Temos algum controle dentro do caos.
É pouco, mas é muito.
Somos nós.
Cada um.
Cada um que tiver algum controle.
Ou que pense ter.
Amor.
É pouco, mas é muito.
Somos nós.
Cada um.
Cada um que tiver algum controle.
Ou que pense ter.
Amor.
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