terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Feliz ano novo? ou Exelentes verdades


Feliz ano velho! Feliz 2012! Feliz absoluta verdade!
Felizes entranhas! Feliz orgasmo múltiplo! Feliz vida boa! Feliz... feliz... feliz!
De quantos murros tua irritante face precisa para arrancar-te do sono, acordar-te, fazer-te ver para enfim viver e ao fim do ano que vem, quem sabe, um feliz 2013 poder realmente dizer?
Muita porrada ainda tem que comer no meio da tua fuça, até que se arregace e manje o sabor da verdade.
Correm pelo mundo inúmeras vertentes carregando muita gente em seu lastro de dúvida, auto-afirmação e medo. Apanhar até a morte é fácil nestas correntes dementes em que se rebate sem segredo.
Reagir ou não é questão de outrora. Como reagir perfeitamente condizente com ... o que? O desenvolvimento divino? Qualquer outra coisa? Por que se demora?
O resto é tudo picuinha, papo para boi dormir, encheção de saco, Egos fritos© totais!
Ou ainda "papo bravo".

Com toda certeza tudo que eu disser será distorcido;
injustiças contra mim cairão toda hora, isso, com certeza e, além disso,
sobre línguas macias se pronunciarão pérolas da crueldade,
na simples negação da verdade o desumano aflora.

Humilho-me indefensável: suculentos canais de sangue quente sob apetitosa carne
e eu, perdido, agora encontrado por lobos famintos.

Sob o peso da hipocrisia, da frieza e do medo, do apego e do ego, neste mundo eu vivo, com certeza.
Esmagado respiro o chorume e bebo com nervo.
Lancinante delírio.

Cada um a si mesmo devora, se esgota, morre;
eterniza-se, dissolvendo-se na biosfera
e nos restos vivos seu mundo fedido e salgado vigora,
por nós atravessado, por todos nós, desgraçados, engolidos,
papilas gustativas ardem ácidas enquanto o universo nos devora vivos.

Em cada pequeno ato está um hábito, um costume, uma cultura,
um vício, uma mania e uma impostura por exemplo tomado.

Cada um no seu quadrado,
cada engradado empilhado,
containers por guindastes transportados, iguais
até a hora do desembarque.

A beleza do mundo não tem mais volta. Isso com certeza!

Sob a luz do sol nossas estátuas são verdades de areia,
desmancham-se ao golpe do triunfante ponteiro, cheio de mérito pelo acerto da conta e da hora;
grão por grão espatifados eram as mãos e os braços dos nossos impérios.
Ilusão de si mesmo que não permeia a glória, pois somente vitupérios!


[EM CONSTRUÇÁO]
 “A psicopatia é um distúrbio mental grave caracterizado por um desvio de caráter, ausência de sentimentos genuínos, frieza, insensibilidade aos sentimentos alheios, manipulação, egocentrismo, falta de remorso e culpa para atos cruéis e inflexibilidade com castigos e punições”.