É
difícil dizer tudo que penso por causa das palavras.
Nem
todas expressam com exatidão minhas idéias,
As
vezes uma palavra destrói completamente o sentido
E
me torna um mensageiro do desconhecido, logo eu,
Que
queria entornar tantas certezas e ajudar as pessoas.
Tão
difícil quanto, é pensar tudo que sinto.
As
palavras nos limitam
E
jamais uma idéia permanece a mesma
Até
terminar de pensá-la.
O
que me torna um pensador do desconhecido, logo eu,
Que
queria me cobrir de tantas certezas que me fossem possíveis
E
assim ajudar à humanidade.
Sentir,
entretanto, é algo tão pessoal que,
Se
não for meu sentimento absolutamente extraordinário,
Dotado
de superioridade,
Existindo
acima de todos os sofrimentos e
Apenas
ligado à pura felicidade,
Então
esse meu lado pessoal não passa de
Uma
confusão trivial de ser humano.
E
como ajudar a humanidade só com a intenção?
Prefiro
não ter intenção nenhuma,
Não
saber o que estou fazendo,
A
conscientizar-me de minhas capacidades
E
ir pro inferno das boas intenções.
Prefiro
não ter que comunicar minha suposta sabedoria
Ao
mundo.
Prefiro
não ter que raciocinar sobre minhas idéias
Estéreis.
E
estar exigindo um espaço nas terras férteis que desperdiçarei.
Prefiro
não investigar sentimentos, prefiro não dar nome aos bois.
Prefiro
esquecer o significado das palavras e deixar de saber que
É
uma verdade que humanos sentem, pensam e falam.
Assim,
se em algum momento desses eu me esquecer completamente
De
que haviam sofrimentos,
E
me der conta de que nunca mais precisei lembrar de nada,
Nada,
digo, idéias que servissem para me animar,
Conceitos
que julgava me estimular,
A
moral que no fundo só me mascarava,
Então,
poderei ter certeza absoluta
E
não ter que decodificá-la.
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