As legendas que as pessoas carregam e à tudo atribuem, sufocam no nome próprio do ser à ilusão de si mesmo. Rótulos são muros erguidos para todos os lados findarem sem irem longe nem se completarem. São restrições, pedaços escolhidos ao sabor da ignorância, reunidos numa sopa de letrinhas. É o encerramento do universo de cada um. É o atraso de vida, é ter na mão o desperdício e a mesquinharia.
Legendas, rótulos, julgamentos: é o envolvimento de duas coisas que na verdade são uma e nenhuma. As duas coisas (o sujeito e o objeto) são criações baseadas na cegueira sobre a unidade das coisas. A realidade última é que as coisas não tem substância própria, são constructos, impermanentes
e frágeis.
A realidade última, em si, não tem substância própria.
Então porque o sofrimento, enquanto a felicidade não pode depender de nada?
Não seria o sofrimento apenas possível na dependência de constructos pessoais?
Ao depender de razões, fórmulas e conceitos, seus passos seguem tortuosos em estreitos becos labirínticos, precisando sempre regressar ao ponto de partida. É o eterno recuo ao porto seguro de todos os medos, é o canto onde se acua.
Dominando-se perante o vendaval de pensamentos, sem a nenhum deles atrelar-se, não se vê barreiras nem diferenciação. Aí a felicidade reside.
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