domingo, 22 de fevereiro de 2009

O Sol das três da madrugada


De cabeça lavada
E boca aberta
Para a imagem do ser eloqüente
Às gargalhadas
para você sabe quem
no topo da testa
vê sem imagens
a vida que sente
de quem sempre
se acaba.

Uma linha de desvios
Um sinal aberto
Para a morte
O símbolo da inquietude
A vontade súbita
de nada.

Sim,
Sou o Sol das três da Madrugada.


Um comentário:

LNabuco disse...

Linha de desvios ,inquietudes e doces contradições...
Feridas e Alentos.
Sol queimando a cera do Homem que foge,direto e sempre alto.
Foge da sua prisão,foge de si e se encontra também em si.
Três da Madrugada,hora silenciosa,profunda,perigosa,vívida,perdida e machucada...