Gabriel Schilling Springer Pitanga é formado em jornalismo, ator de teatro, ilustrador e desenhista, roteirista, futuro candidato à presidência da república e escritor estreante. Praticante budista, espírita e umbandista, não se droga quando não se droga, e de vez em quando, quando concentra-se horas em meditação profunda, adquire dons proféticos. Leitor de pensamentos desde a semana passada, tem um estilo próprio de dança, desenvolvida a partir das influência do álcool e de outras drogas rítmicas muito difundidas, algumas ilegais e outras bem legais. Adora sua ex-namorada (que o adora também!) e está em busca de mais uma mulher que não abandone o risco de viver em constante desafio. Seu caráter é de jacarandá. Sua mãe (querida, que sempre cuidou bem dele), afia a tesoura, para o dia de cortá-lo nas revistas. Seu pai, austero e terrível, imputou-lhe a missão de ser independente, mas sempre infantil, no espírito, ri até na hora da morte. A própria então, espera com alegria e expectativa, na hora em que tiver que ser, para experimentar com bastante atenção o morrer. Tem duas vidas: a de quando está acordado, geralmente usando apenas 80% ou menos do consciente, e a de quando está dormindo, usando geralmente 20% do consciente. Mas em ambas vive intensamente, busca intensamente, viaja intensamente. E às vezes, algumas vezes, tanto nos sonhos quanto acordado, atinge os 100% previstos para humanos (embora isso seja raro). Dura pouco, mas com pouco, muito ele aprende. Algumas coisas ficam. Acredita que as coisas são do jeito que são, e não possuem um segredo por detrás delas. E que não adianta ter que ser se não tiver como manter. Meditação, para ele, é fazer com que algo difícil fique fácil. Pensamento, para ele, é a fonte motora do Universo: tem poder incomensurável e desconhecido. Pelo menos ele já reconhece isso, e começa a conhecer este poder. Sonha em ser um monge um dia, nada muito diferente de um mendigo ou de um rei. Sonha poder ir a aventuras de vida ou morte para as profundezas das florestas tropicais e encontrar cidades secretas onde civilizações dadas como perdidas, ou simplesmente não conhecidas, vivem em completa harmonia, e possuem cabeça para não depender de nenhum sistema, senão o da paz, amor e compaixão.
No fim das contas Gabriel Schilling Springer Pitanga é quase a mesma coisa que todas as outras pessoas, com diferenças pequenas e irrelevantes, como por exemplo, o fato de ser primo de terceiro grau de si mesmo. Sim, seu tataravô Guilherme Springer é um tataravô em comum por ambas as partes de pai e mãe. Suas avós, paterna e materna, são primas. Seus pais, Angella e Júlio, são primos de segundo grau. Gabriel é primo de terceiro grau de si mesmo...
É descendente de alemão, de judeu, de árabe, de alemão de Berlim e de alemão da Áustria. De judeu (bem, só dá pra dizer que de Israel, mas isso remonta tantos séculos, que é preciso dizer que é descendente de judeu, de judeu do mundo, embora saiba que da Alemanha também). Sua parte árabe também se divide: libanês e alguma que ele não sabe. Ah, sua avó paterna, filha do filho do seu tataravô alemão em comum, teve como mãe uma índia da tribo Shaninca, da Amazônia, tribo que por sua vez é descendente direta dos incas.
Além disso, Gabriel é vegetariano, revisionista (para tudo e todos os assuntos, sempre).
Crê que em suas vidas passadas fôra (em ordem cronológica inversa): seu próprio bisavô, pai de sua avó materna, que viajava o Brasil como caixeiro viajante vendendo produtos do laboratório químico da família Springer. Na vida anterior a esta, fora comerciante de escravos para o Brasil. E na anterior, um corcunda, muito corcunda, artista de circo, por volta do ano de 1300 na região onde hoje é a Alemanha.
(curriculo a ser revisado a todo instante)
Ilustração 1: Gabriel Schilling Springer Pitanga: "Auto-retrato", 14.4.2003
Ilustração 2: Gabriel Schilling Springer Pitanga "O Corcunda", 30.10.2003

2 comentários:
Sua biografia musical está lida e aprovadíssima, acrescentando apenas um pequeno detalhe: é também foca, tatu, tatuí, leãozinho, tigre, lontra e todo tipo de bichinho que se encontra em todo lugar >^.^<
Mil onde hoje é apenas um...E um somente,será?
Postar um comentário