O frio áspero chicoteia-me as vísceras que escorrem pelas ruas elétricas escorregam e perdem energia, morrem.
Rodeio cansativo vilas de marasmo, escuro, vejo cinzas onde moram esquecidos lugares vazios, personalidades perdidas, vãs e fantasiadas da falsa realidade.
Cidade macabra não existe na vida de ninguém nessas pedras paredes escadas.
É o própria estigma.
Sempre haverá o que se fazer por dinheiro, assim como muitos para fazer direitinho.
Se não por isto, então não mais o quê do porquê. Então não há mais nada, além do dinheiro.
Vê televisão.
Mas continuam passos sobem ladeiras afina a sola do sapato pelos dias contínuos de todos os dias, respira rítmico, marcha, atravessa o cemitério urbano, vivo e morto, mortos e vivos pendurados no cabide do armário esperam ser escolhidos para amar e serem amados, desgastam-se na esperança cega de coisa nenhuma, vivem de alma triste, presos na lama da malandragem, complacentes, ignorantes, frágeis, se escondem de si e dos outros, sua existência pensam ser para nada.
De quem estamos falando?
2 comentários:
De Jainá Ludolf!!!
brincadeirinha.... não sei.
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