quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Sincero



Deve-se ser de todo sincero

Em todos os atos, na voz, no olhar.

O si deve ser de todo sincero

Sorrir,

sorrir de se orgulhar.


Orgulhe-se!


Olhe-se, veja-se!

Beba-se, leia-se!

Coma-se, viva-te!


O “ti” que vive em dúvida

E que tem disso certeza


Deve-se ser de todo sincero

Só saber ser sincero

Na velocidade do pensamento

Versus a do respirar

Sorrir, por dentro,

E se transbordar


Transborde-se!


Lambuze-se, seja-te!

Meta-te, queira-se!

Goza-te, livra-te!


O “ti” que não oscila

Que dentre ondas marenormes

Ereto em si se firma


Só posso falar coisas felizes

Mesmo que elas sejam tristes



2 comentários:

Anônimo disse...

Sincero: do latim sine cera (sem cera, sem máscara de cera). Como é raro ver as pessoas - de modo geral - sem máscaras... À medida que conseguimos nos despir de nossas máscaras, nosso senso de humanidade evolui, creio eu. Porque só quem consegue ser de todo sincero, pode dizer q não se deixou acovardar pelo sistema robotizador, fabricante de pessoas eternamente mascaradas; mas se assumiu como um ser humano, passível de falhas.

LNabuco disse...

Embriagante sinceridade! dura como uma espada e terna como o sopro da boca de quem se ama...
Sinceridade é o pensamento não traidor de si mesmo,os olhos puros que são honestos e transparentes.
Olhar-se sem falsa medidas é acompanhar a continuidade natural do ser.
Ao ar o que lhe pertence,a pureza o levar das coisas inúteis,quero vento fresco e renovado limpando e mudando,Zéfiro a afastar nuvens falsas que cobrem meus sonhos...
Emocionante!